Fado
Fado
Ref.: FA153

LISBOA - COIMBRA 1926-1941

Ref.: FA153

Direction Artistique : DOMINIQUE CRAVIC & HENRI LECOMTE

Label : Frémeaux & Associés

Durée totale de l'œuvre : 1 heures 45 minutes

Nbre. CD : 2

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Présentation

A l'origine musique des mauvais garçons de Lisbonne puis des étudiants de Coimbra, le fado est l'expression de la saudade, ce spleen inséparable de l'âme portugaise. Ces enregistrements échelonnés entre 1927 et le milieu des années trente en restituent l'essence même. Un coffret de 2 CD avec un livret de 24 pages réalisé par Dominique Cravic et Henri Lecomte qui est reconnu au Portugal comme dans le reste du monde qui s'intéresse à la World Music comme l'ouvrage de référence sur l'histoire musicale urbaine de Lisbonne.
Patrick Frémeaux

Droits : Frémeaux & Associés - Ecouter les racines de la World Music.

Les ouvrages sonores de Frémeaux & Associés sont produits par les meilleurs spécialistes, bénéficient d’une restauration analogique et numérique reconnue dans le monde entier, font l’objet d’un livret explicatif en langue française et d’un certificat de garantie. La marque Frémeaux & Associés a obtenu plus de 800 distinctions pour son travail muséographique de sauvegarde et de diffusion du patrimoine sonore.

This album, issued by the world-famous publishers, Frémeaux & Associés, has been restored using the latest technological methods. An explanatory booklet of liner notes in English and a guarantee are included.



VARIAÇOES EM FÁ MAJOR MANUEL DE LANCASTRE • FADO EM RÉ MENOR VARIAÇOES S. FREIRE & G. DE SOUZA • VARIAÇOES SOBRE O FADO ANTONIO MARTINS • OLARILOLELA MARIA MÉLIA & CARDOSO PESSOA • FADO CANÇAO «LAGARTO» SALVADOR FREIRE • FADO ROBLES’ JOSÉ JOAQIM CAVALHEIRO • FADO DO CAROTO DOS JOR ESTEVÃO DA SILVA AMARANTE • TODAS ASSIM JOAQIM PIMENTEL, A. FERREIRA & A. RODRIGUES • VARIAÇOES SOBRE O FADO RICO & ALEX • QUE PENA - FADO MARIA DO CARMO • FADO DO PARAIZO ALBERTO XAVIER PINTO • FADO FADISTA MARIA SILVA • MINHA MÃE - FADO MARIA ALICE • FADO CORRIDO (VARIAÇOES) S. FREIRE & G. DE SOUZA • MALMEQUER PEQUENINO (FADO) JOÃO DO CARMO • MINHA SINA (FADO) FERNANDA BAPTISTA • FADO FOGUETE DE LAGRIMAS ANTONIO MARTINS • ANINHA VERDE RICO & ALEX • FADO ANITA ADELINA FERNANDES • OIMBRA ALBERTO RIVEIRO • FADO DO MELANCIA HERMÍNIA SILVA • O DIA EM QUE EU NASCI (FADO) HERMÍNIA SILVA • FADO DOS PASARINHOS LUCAS JUNOT • SAUDADINHA EDMUNDO DE BETTENCOURT • VARIAÇOES EM RÉ MENOR ARTUR PAREDES • BAILADOS DO MINHO ARTUR PAREDES • FADO DE SE VELHA JOSÉ PAREDELA D’OLIVEIRA • RAMALDEIRA JOSÉ JOAQIM CAVALHEIRO • FADO MAIOR JOSÉ JOAQIM CAVALHEIRO • OLHOS FATAIS ALFREDO DUARTE • CABELO BRANCO ALFREDO DUARTE • QUEM MAIS JURA MADALENA DE MELO • CONSAGRAÇAO AO FADO JOSÉ PORFIRIO • CIGANITA ARMANDINHO FREIRE • FADO FRANKELIN MARIA EMÍLIA FERREIRA • O MEU PORTUGAL ERMALINDA VITORIA.

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Presse
              VELHARIASDIGITAIS par diario de noticiasA Frémeaux & Associés é uma editoria independente francesa dedicada à arqueologia, com queda para a « world music » e para a literatura. A sua identidade não é facil de definir, mas os seus álbuns  são fáceis de identificar. Deguem-se quatro pequenos exemplos. O grafismo de álbuns, a qualidade dos conteúdos e a inventividade das suas propostas fazem de francesca Frémeaux & Associés uma das mais interessantes editoras independentes dedicadas à « world music », departamento arqueológico. A casa de Patrick Frémeaux não é fácil de definir, e o prazer em seguir com atenção os discos que dela vão saindo deve-se, não tanto à identificação com a sua linha estética, mas, sobretudo, à imprevisibilidade dos seus lançamentos : do jazz de Lester Young aos discursos do general De Gaulle, da leitura da obra de Louis Ferdinand Céline à gravação do cantar dos pássaros mediterrânicos, passando pela velha mùsica brasileira ou pelo fado, tubo cabe no seio da prestigada Frémeaux, desde que tenha um toque de exotismo ou um leve odor a prateleiras poeirentas.Do Quebeque a CubaGrande parte da sua fama nasceu dos seus cuidados mergulhos em arquivos sonoros mais ou menos desconhecidos. É esse o caso do duplo álbum « Québec – Cent Ans de Chansons Folkloriques ». Englobado temas registados entre 1917 e 1954, este trabalho traça um retrato bastante consistente do folclore na região francófona do Canadá, durante a primeira métade do século XX. Apesar de estar inserida numa tradiçião europeia, a canção do Quebeque acabou por se ramificar, em virtude do isolamento das primeiras comunidades de colonos, que dificultava as tros culturais, estimulando, ao mesmo tempo, a variedade de géneros e de interpretações, pelo menos até à revolução industrial de meados do século XIX. Esta diversidade acabou por invadir outros países de influência francófona, e por isso não dixa de ser natural que temas como « On Est Canayen ou Ben on l’Est Pas » (1930) ou « Martin La Gran’Barbe » (1929) nos soem familiares. A paleta de interpretações é bastante alargada, e vai desde quarteto vocais a excelentes duos, como é o caso de Alan Mills & Hélène Baillargeons ? Apesar da mà qualidade do som, este um conjunto de registos altamente recomendáveis. Mais leve e inocente, mas com a simpatia dos ritmos das Caraíbas, « Félix Valvert – Les Années Cubaines 1994-1948 » reúne num único disco as rumbas que transformaran a cervejaria La Coupole, em Paris, num dos maiores templos da música sul-americana. Valvert era um saxofonista tenor natural de Guadalupe (morreu em 1995, aos 90 anos de idade), cujo talento pode ser aferido em faixas como « Babalu », mas que não demorou a saltar do seu instrumento de eleição para a direcção de Feli’s Boys Orchestra, que aqui podemos ouvrir em clássicos intemporais como « Mucho Mucho Mucho » ou « Brazil » (cujos créditos são erradamente atribuídos a um tal de M. Lecuona, jà que apenas se trata de uma varição da « Aquarella do Brasil » de Ary Barroso), em muito devedores dos excelentes vocaís de Pedro Lugo Machin. A Paris do pós-guerra tinha tudo para ser um lugar muito frequentavel.Velho som, novo discoQue a Frémeaux & Associés não se dedicada unicamente à « world music », aí está « Live ! » para o provar. Registo ao vivo de um já envelhecido mas ainda incansável Screamin’Jay Hawkins, ele documenta a apetência apra pisar palcos desta figura marcante do dealbar do rock’n’roll, falecida em Fevereiro. Brilhante intérprete de temas como « Tutti Fruti » e compositor de sucessos como « I Put A Spell On You » ou locuras como  « Constipation Blues », Screamin’Jay Hawkins é um « entertainer » de primeira água, como um humor picarte « on the rocks » e muita extravagância (a alcunha « screamin’ » não nasceu por acaso). Gravado en 1988 no Meridien de Paris, este « Live ! » é, por incrível que pareça, o seu primeiro registro ao vovo. Traçando um panorama alargado da sua carreira e evidenciando toda as suas qualidades, é um disco indispensável para todos os admiradores do rock’n’roll. « The Devil is on the losse ». « Sleep Sound in the morning » é um dos (poucos) casos de discos novos e originais – o som é tao bom que até estranhamos – lançados pela Frémeaux. Da autoria de Fiddlin’lan MacCamy, ele apresenta uma dúzia de « jigs » e « reels », que convidam à dança e põem os tímpanos aos saltos. Como se pode ler no « press release », « se a armosfera do « deck » de teceira classe do ‘Titanic » trouxe alegria ao seu caração », então este disco tem todas as condições para o satisfazer. Não porque a música seja de terceira classe, mas porque McCamy, que até é natural de Nova lorque (apeser de ter antepassados escoceses), é um digno cultor da herança céltica. E o álbum ainda tem outra qualidade : o seu grafismo é da autoria de Robert Crumb, com o trço que catapultou os « underground comics » americanos para o estrelato. Aconselhável para coleccionadores de BD e apreciadores de violino.João Miguel TAVARES© DIARIO DE NOTICIAS
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BECAUSE A PEOPLE’S MEMORY IS NOT NECESSARILY POPULAR... Interview with Patrick Frémeaux by Claude Ribouillault for Trad Magazine (100th issue, March 2005) You have probably come across one or other of the boxed set produced by Frémeaux & Associés. Each one constitutes a reference book on a chapter of musical, historical and/or geographical culture. In Patrick Frémeaux we meet a constructive visionary who, brick after brick, builds in his way what must be considered as a monument to audio culture. A company… and a cultural vocation All of the boxed sets produced by Frémeaux & Associés fall, as regards their overall conception, within the province of genuine publishing. Some products come about by choice, others by opportunities. The overall connection is that of a corpus which is a collective memory, a musical and spoken audio heritage of mankind. Each time, therefore, the team considers wether the plan falls within its purview as a publisher. Commercially and fundamentally, the collection effect appears by definition, with such a large number of items. The catalogue – some 800 records – is considerable for a manager/founder 38 years old, over 20 years of the company… Frémeaux & Associés sells about one million records annually, but, if some albums sell several thousands in a year, others hardly reach 400 in ten years… Patrick Frémeaux has needed a kind of deep-rooted faith and a huge amount of work to impose on the retailers these types of products – boxes of one or several CDs with a detailed booklet, containing music, tales, songs, speeches, novels… And this faith is still very much alive. Texts, speeches, music… The sources used are numerous – phonographic collections, public or private recordings. The data bank of the I.N.A. (French National Library for the Audiovisual Works) is for example and, as such, of the highest importance from the social, societal, cultural, musicological point of view. Indeed the spoken word and speeches take up as much space in Frémeaux’s productions as actual music. L’Etranger read by Camus or Celine’s historical recordings, General de Gaulle’s speeches, Michel Onfray’s Contre histoire de la Philosophie (400.000 records sold!) offer a sensory approach different from texts and thought. It goes back to our childhood, to tales, to orality in general. Perception of the vehicle of transmission of texts, knowledge and emotion is renewed. Nevertheless, popular music (and not only “popular”) has an essential place in the catalogue. The company started with a boxed set, The accordion vol. 1, co-published with the Discothèque des Halles, the first “Library of the city of Paris”. It was the musicological and popular history of the capital which was the focal point. The original idea in that box on musette accordion was to present it as the Samba in Rio de Janeiro or the Tango in Buenos Aires would have been presented. Its success was immediate, highly significant, to such an extent that all the major companies, a few years later, also devoted to it at least one compilation. In any case, it was the launching of Frémeaux & Associés. Subsequent productions naturally widened in scope. In Frémeaux’s company there is a will to defend first those cultures which can hardly defend themselves. For example, in the United States, strange as it may seem, the history of the American record is not really taken care of by the Americans themselves, in spite of some remarkable collections (the Smithsonian Institute, Alan Lomax…). “It is not”, Patrick Frémeaux says, “a country of history, especially relatively recent history. With many works and numerous themes, we are an unexpected “number one” of American sales… Thanks to some researchers associated with us, and to collectors, documented volumes have been produced. Indeed, all our boxes are accompanied by booklets, critical documentary tools, which are ment to be real studies of themes or original viewpoints”. Traditional and popular musics everywhere need to be “informed” and better known, better understood in their roots, their influences and their evolutions… The theory of the diffusion of music through the seaways of the world Roughly, historically, the media became concerned with “world music” - as being new releases for their display cases – only in the 1980s, with Johnny Clegg and Sawuka for example. But the movement of discovery and distribution of traditional and popular music is as old as mankind. Patrick Frémeaux’s theory is interesting: “For our part”, he explains, “we have noticed, from a historical point of view, that the fusion between cultures has expressed itself particularly since shipping transport started. We can thus link the music of the Samba in Brazil, the Son in Cuba, the Biguine in Fort-de-France and Jazz in New Orleans to the triangular slave trade in the 17th and 18th centuries. That trade led from European ports to Africa in order to exchange humans, slaves-to-be for cheap glass jewellery, cloth, ribbons… Then those men were taken to the West Indies or America to be sold. Exotic products (fruit, spices, fibres, dyes…) were brought and resold when back in Bordeaux, Guyenne or elsewhere. In all cases of original musical development, where African cultures remained vivid, harbours were obviously involved. They are always, as with other colonized regions, or for Fado in Lisbon, the basis of the musical mixture, which is not a recent invention”. In the “Country” boxed sets from Frémeaux, the subject is illustrated in a complementary fashion. Anyoen can hear, for example, that the popular music of the 1930’s and 1940’s takes up again the same tunes – with appropriate words (cowboy or settler’s stories) – as traditional Irish music or even British court or salon tunes of the 16th and 17th centuries (such as those sung by the Deller Brothers). The singer of “Will this cowboy come back from beyond the plains?” takes up again for himself the theme of “Will this sailor, lost beyond the seas, see his homeland again?”… Means such as singing, the harmonica – the easiest instrument to carry in a pocket – the bandoneon of the German sailors… have disseminated textual and musical structures through the harbours of the world, according to the routes travelled. Then Europe refused musical exoticism “In return”, Patrick Frémeaux continues, “Haiwaiian music was played in Berlin in the 1930’s, Biguine or Tango in Paris… But, with the Second World War, notably for ideological and racist reasons, these mixtures of music were to disappear rapidly. The only music of ’fusion’ which was successful at that time, even though it was criticized, was Jazz. And several decades were necessary for the creativity of urban and mixed music as a whole to be heard again, recognized and accorded a status which could lead, through our productions and those of other labels, to a discography, a history of 20th century music. Only 30 years ago, this history was limited to a road leading from Wagner to Boulez and Stockhausen, with the addition of a few relatively despised traditions of Parisian and usually urban songs and dances. The creativity recognized in jazz was unrecognized or despised in other forms of music”. Indeed, even Tango was then only entitled to the description “exotic entertainment”, “musette from somewhere else”, and, like musette, without any admitted musicological reality. The new status of Tango is a much more recent thing. Giving back to these kinds of music their original value And yet, these forms of music which could be written down (a factor of recognition for academies) – and even if they were not! – have an intrinsic quality, from the musicological point of view, which is unquestionable, which makes them fascinating, but has long been ignored. “It is one of the unrecognized consequences”, Patrick Frémeaux continues, “of the trauma of the Second World War, which stifled the urban mixed music of the Interwar Years, a moment of triumph of West Indian music in Paris, for example”. One of the motivations of Frémeaux & Associés publishers is precisely to come back to those foundations, those periods of fulfilment, in order to remove the blank of their post-war disappearance and re-create a link. The aim is to highlight a treasure which today is fully justified. It is the same for Gypsy traditions – in the long progression to Saintes-Maries-de-la-Mer and as far as Andalucia, and all along the way, one finds again and again melodies, harmonies. “Some of our volumes”, Patrick Frémeaux points out, “take this theory as their basis”. A production for everyone Patrick Frémeaux tries to define what motivates him to publish more widely. “The interested listening audience we would like to have would be intellectual, open, cross-disciplinary and would understand this cross-cultural aspect. Such an audience must represent 10 to 20 % of the whole public. The rest of the public is obviously attached to its culture, but is more readily prompted by a nostalgic attachment to the past than by a desire to share, exchange, compare and understand things historically… The people who slip into Great War uniforms, the specialists in Indian civilizations, those who save Romanesque churches, those who bend over manuscripts, those who collect old records… maintain the heritage. It must be accepted that these people have an enormous competence which does not necessarily lead to a dynamic cross-cultural view. Thus those who listen to and perform folk music are probably a real society, but apart and sometimes a little rigid. It is easier for the publisher of Frémeaux & Associés to have this wider point of view. Nevertheless, the person who, intellectually, would like or understand everything, does not exist… “People have their areas of preference. Let us take an example of such questioning into the motivations of potential audiences. Django Reinhardt’s complete works produced by Frémeaux & Associés embodies a European non-American Jazz. All this Gypsy and eastern country heritage which is generous and mixed is part of our intellectual ideal. These boxed sets of discs sell, for the most part, to people who take their content literally. Therefore the question is whether we will continue to sell them when they are of interest only to a few academics… As regards very old things, I notice that we manage to keep a high sales level only with people who, considering their age bracket, have nothing in common with those kinds of music or those spoken testimonies. It is encouraging”. Maintaining items in the catalogue Records normally remain available in a stock range for only two years. The characteristic of Frémeaux & Associés and, according to Patrick Frémeaux, what underlies its real economic strategy, is precisely the opposite. It never reduces its stock range. The founder insists: “we always tirelessly promote this collection (which for us gradually builds up into a whole), in a yearly colour paper catalogue, and on the Internet. Besides, everything is calculated so that we can continue to make our items available, even if we fall to very low sales figures. For example we worth things out so that there is more plastic than cardboard in the album. Consequently we can produce it again in a small run. Thus any bookseller or record dealer anywhere in the world can order a record from our company and be sure that it is available. Our philosophy is definitely to make our output available to the public. This attitude is reflected economically and financially in the organization of the company”. Patrick Frémeaux concludes: “arousing curiosity and bringing people back to the emotional real-life experience of their roots, or those of others -such is our objective. But it is also to realize André Malraux’s utopian dream, give life to the “Musée imaginaire”, a catalogue raisonné of the audio heritage of all artistic and intellectual expressions. The purpose is to make available to everybody this huge collective legacy; Patrick Frémeaux is one of its modest librarians!” Interviewer : Claude RIBOUILLAULT - TRAD MAGAZINE - Translation : Yvan MOODY (C) TRAD MAGAZINE 2006 Frémeaux & Associés
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PORQUE A MEMÓRIA DE UM POVO NÃO É NECESSARIAMENTE POPULAR… Entrevista com Patrick Frémeaux por Claude Ribouillault para Trad Magazine (100o número, Março 2005) Éprovável que tenha visto alguma das caixas de discos produzidas por Frémeaux & Associés. Cada uma constitui um livro de referência sobre um capítulo da cultura musical, histórica e/ou geográfica. Em Patrick Frémeaux encontrámos um visionário construtivo que, tijolo após tijolo, construiu à sua maneira o que deve ser considerado um monumento à cultura audio. Uma companhia… e uma vocação cultural No seu todo, as caixas produzidas pela Frémeaux & Associés situam-se, em relação à sua concepção global, no campo de um trabalho genuinamente editorial. A selecção de alguns produtos recai na escolha, a de outros depende da oportunidade. Obtém-se assim um corpus com uma coerência total, que poderia constituir uma memória colectiva, uma herança auditiva, musical e falada para a humanidade. Ou seja que, perante cada novo trabalho, a equipa pondera a sua viabilidade dentro do projecto de publicações. O produto é assim apresentado, comercial e fundamentalmente, como uma colecção da qual já constam bastantes items. [Comercial e fundamentalmente, o efeito de colecção aparece, por definição, com grande parte dos items propostos]. O catálogo – uns 800 discos – é substancial para um gerente/fundador de 38 anos, e mais de 20 anos da companhia… A Frémeaux & Associés vende à volta de um milhão de discos anualmente, mas se alguns albuns vendem vários milhares por ano,outros quase não atingem os 400 em dez anos… Patrick Frémeaux tem precisado de uma espécie de fé profundamente enraizada para impôr nas lojas este tipo de produto – caixas de um ou vários CDs com um livrinho detalhado, contendo música, histórias, canções,discursos, romances… E esta fé continua bem viva.Textos, discursos, música… As fontes utilizadas são numerosas – colecções fonográficas, gravações públicas ou privadas. O banco de dados do I.N.A (Biblioteca Francesa de Obras Audiovisuais) é um exemplo, e, como tal, é da maior importância do ponto de vista social, societal, cultural e musicológico. Na verdade, a palavra falada e os discursos ocupam tanto espaço nas produções da Frémeaux como a própria música. L’Etranger de Camus lido por Camus ou as gravações históricas de Celine, os discursos do General de Gaulle, a Contre histoire de la Philosophie de Michel Onfray (200,000 discos vendidos!) oferecem uma abordagem sensorial diferente de textos e pensamento. Remonta à nossa infância, aos contos, à vivência oral em geral. Há uma percepção renovada do veículo de transmissão dos textos, do conhecimento e da emoção. Não obstante, a música popular (e não só “popular”) tem um lugar fundamental no catálogo. A companhia começou com uma caixa de discos, O Acordeão Vol. 1, co-publicada com a Discothèque des Halles, a primeira “Biblioteca da Cidade de Paris”. A história musicológica e popular da capital que foi o ponto de foco. A ideia original nessa caixa dedicada ao acordeão era a de apresentá-la como poderiam ter sido apresentados o Samba no Rio de Janeiro ou o Tango em Buenos Aires. O êxito foi imediato, muito importante, a tal ponto que todas as grandes companhias fizeram também, uns anos mais tarde, pelo menos uma compilação sobre o tema. Em todo o caso, foi esta iniciativa que lançou a Frémeaux & Associés. Depois, as produções aumentaram naturalmente na companhia de Frémeaux, persistindo ainda a vontade de defender primeiro as culturas que não podem defender-se. Por exemplo, nos Estados Unidos, por muito estranho que possa parecer, a história do disco americano não está tratada pelos próprios americanos, apesar da existência de algumas colecções notáveis (Smithsonian Institute, Alan Lomax…). “Não é”, diz Patrick Frémeaux, “um país de história, especialmente da história mais recente. Com numerosos trabalhos e temas colocámo-nos inesperadamente no ‘número um’ das vendas nos EUA… Graças tanto a alguns pesquisadores que se associaram a nós, como a coleccionadores, tem sido possível produzir volumes documentados. Com efeito, todas as nossas caixas vêm acompanhadas de livrinhos, ferramentas documentais críticas, que pretendem ser estudos genuínos de temas ou de pontos de vista originais.” Em toda a parte, a música tradicional e a popular precisam de ser melhor “informadas” e conhecidas, melhor compreendidas nas suas raízes, nas suas influências e nas suas evoluções… A teoria da difusão de música pelos caminhos fluviais do mundo Em termos gerais, historicamente, os média só começaram a preocupar-se com a “música do mundo” – como novos lançamentos para os expositores – nos anos 1980, com Johnny Clegg e Sawuka, por exemplo. Mas o movimento de descoberta e distribuição das músicas tradicional e popular é tão velho como o homem. Sobre isto, Patrick Frémeaux tem uma teoria interessante: “Demo-nos conta de que”, explica, “do ponto de vista histórico, a fusão entre culturas se iniciou sobretudo com o advento do transporte marítimo. Assim, podemos ligar a música do Samba do Brazil, do Son de Cuba, do Béguine de Fort-de-France, do Jazz de Nova Orleães, ao negócio triangular de escravos nos séculos XVII e XVIII. Esse negócio iniciou-se num porto europeu, com rota por África para comprar seres humanos futuros escravos, a troco de adornos baratos de vidro, tecidos, fitas… Esses homens eram então levados para as Antilhas ou para a América para serem vendidos. Produtos exóticos (fruta, especiarias, fibras, tintas para tingir tecidos…) foram trazidos e revendidos de novo em Bordéus, Guiana e outros lugares. Os portos estão obviamente na raíz de todos os casos de desenvolvimento musical original, onde as culturas africanas permanecem vivas. Há sempre, como noutras regiões colonizadas, ou no Fado em Lisboa, a base de uma mistura musical que não é uma invenção recente.” Nas caixas “Country” da Frémeaux, o tema é ilustrado de forma complementar. É fácil verificar, por exemplo, que a música dos anos 1930 e 1940 reutiliza as melodias – adequando o texto (histórias de cowboys ou de pioneiros) – da música tradicional irlandesa ou até melodias da corte britânica ou dos salões dos séculos XVIe XVII (como aquelas cantadas pelos irmãos Deller). O cantor de Will this cowboy come back from beyond the plains? retoma de novo o tema de Will this sailor, lost beyond the seas, see his homeland again?… Veículos como a voz, a harmónica – o instrumento mais fácil de levar num bolso – o bandoneon dos marinheiros alemães… disseminaram estruturas textuais e musicais pelos portos do mundo, seguindo as rotas utilizadas pelos vários exploradores. Então a Europa recusou o exotismo musical “Por outro lado”, continua Patrick Frémeaux, “a música hawaiana era tocada em Berlim nos anos 1930, assim como o eram o Béguine ou o Tango em Paris… Mas, com a Segunda Guerra Mundial, sobretudo por razões ideológicas ou racistas, estas misturas de músicas desapareceram rapidamente. A única música de ‘fusão’ que teve êxito na altura, embora fosse criticada, foi o Jazz. E foram necessárias várias décadas para que a criatividade de toda a música urbana e mista fosse ouvida de novo e reconhecida, e que lhe fosse dado um estatuto que a incluísse, através das nossas produções e das de outras etiquetas, numa discografia e na história da música do século XX. Até há pouco mais de 30 anos, essa história estava limitada a um caminho que levava de Wagner até Boulez e a Stockhausen, adicionando umas poucas e relativamente menosprezadas tradições de canções e danças urbanas de Paris. A criatividade reconhecida no Jazz não foi reconhecida ou apreciada noutras formas de música.” Com efeito, até ao Tango na altura só outorgavam o direito de ser chamado “entretenimento exótico”, “musette d’alémmar”, e, tal como a musette, sem nenhuma realidade musicológica admitida. O novo estatuto do Tango é um fenómeno muito mais recente. Devolvendo a estes tipos de Música o seu Valor Original No entanto, as formas de música que puderam ser escritas (um factor de reconhecimento para as academias) – e mesmo que não pudessem! – têm uma qualidade intrínseca, do ponto de vista musicológico, que é inegável, que as torna fascinantes, mas que passou despercebida durante muito tempo. “Esta é uma das consequências ignoradas”, continua Patrick Frémeaux, “do trauma da Segunda Guerra Mundial, que abafou a música urbana mista dos anos entre as Guerras, um momento de triunfo da música das Antilhas em Paris, por exemplo.” Uma das motivações da Frémeaux & Associés é precisamente voltar a essas fundações, a esses períodos de realização, para colmatar o vazio do seu desaparecimento no pós-Guerra e recriar uma ligação. O objectivo é o de dar relevo a uma riqueza que se justifica plenamente hoje em dia. O mesmo acontece com as tradições ciganas – ao seguir o seu percurso desde Saintes-Maries-de-la-Mer até lugares tão distantes como a Andaluzia, encontram-se de novo melodias, harmonias. “Alguns dos nossos volumes”, especifica Patrick Frémeaux, “tomam esta teoria como base.” O projecto da Música Tradicional de França!… …A França tem sido permanentemente um berço que enriqueceu as suas próprias tradições. O “popular” e o “tradicional” estão interligados. Por causa de um relativo complexo de superioridade dos intelectuais franceses, o folklore (no verdadeiro sentido anglosaxónico) tem sido afastado da cultura própriamente dita por muito tempo. É natural que uma abordagem suficientemente científica possa efectuar uma mudança neste estatuto algo negativo. É para um tal passo que esta colecção, que noutros campos está virada para um público mais amplo, tenciona dar o seu contributo…” Uma produção para todos Patrick Frémeaux tenta definir o que motiva a sua acção de publicar mais extensivamente. “O público interessante que gostaríamos de ter seria o intelectual, aberto, trans-disciplinar e entenderia o aspecto trans-cultural. Um tal público deve representar 10-20% do público total. O resto do público está obviamente ligado à sua cultura, mas é mais motivado por uma ligação nostálgica ao passado do que a uma vontade de partilhar, trocar, comparar e entender as coisas historicamente… As pessoas que vestem uniformes da Primeira Guerra Mundial, os especialistas nas civilizações indianas, aqueles que salvam uma igreja românica, que se desbruçam sobre manuscritos, que coleccionam discos velhos… mantêm o património. Deve aceitar-se que os ouvintes de música folk tenham uma competência enorme que não leva necessariamente a uma visão dinâmica trans-cultural. Assim, os que ouvem e executam a música folk provavelmente consituem uma sociedade real, mas à-parte e às vezes um pouco rígida. É mais fácil para o editor da Frémeaux & Associés ter um ponto de vista mais amplo. No entanto, a pessoa que, intelectualmente, perceberia ou gostaria de tudo, não existe… As pessoas têm as suas áreas de preferência. Tomemos como exemplo o que motiva o público alvo. As obras completas de Django Reinhardt produzidas pela Frémeaux & Associés inserem-se num Jazz europeu, não americano. Toda esta herança cigana e de tradição oriental que é generosa e mista participa no nosso ideal intelectual. Estas caixas de discos vendem-se, regra geral, a pessoas que entendem o conteúdo de uma forma literal. Portanto, a pergunta é se continuarão a ter saída ao só interessarem a um pequeno grupo de académicos… Quanto a coisas muito antigas, noto que conseguimos manter um alto nível de vendas junto de um público cuja faixa etária não tem nada em comum com esses tipos de música ou esses testemunhos falados. É encorajador.” Mantendo produtos no catálogo Um disco normalmente fica disponível unicamente durante dois anos. A característica da Frémeaux & Associés, e, segundo Patrick Frémeaux, a verdadeira aposta sob o ponto de vista económico, é precisamente o oposto. Nunca reduz a gama disponível. O fundador insiste: “Sempre promovemos incansavalmente a colecção (que para nós constrói gradualmente um todo), num catálogo anual a cores, e na Internet. Além disso, tudo está calculado para que possamos continuar a disponibilizar os nossos produtos, mesmo que as vendas sejam muito baixas. Por exemplo, calculamos as coisas de forma a que haja mais plástico do que cartão no álbum. Como consequência, podemos fabricar de novo em quantidades pequenas. Assim, qualquer vendedor de livros ou discos em qualquer parte do mundo pode encomendar um disco à nossa companhia e ter a certeza de que está disponível. A nossa filosofia é definitivamente a de ter a nossa produção disponível ao público. Esta atitude é a base económica e financeira da organização da companhia.” Patrick Frémeaux conclui: “Estimular curiosidade e trazer as pessoas de volta às genuínas experiências emocionais das suas raízes, ou às de outras: esse é o nosso objectivo. Mas é também realizar o ideal utópico de André Malraux, dar vida ao “Musée imaginaire”, a catalogue raisonné do património audio de todas as expressões artísticas e intelectuais. O propósito é de disponibilizar para toda a gente esta enorme herança colectiva; Patrick Frémeaux é um dos seus modestos bibliotecários!” Tradução : Ivan e Susana MOODY
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« Le Fado est la lassitude d’une âme intense… », c’est un spleen, une « saudade » comme nous le dit Fernando Pessoa, c’est « ni gai, ni triste ». Les instruments de prédilection du Fado sont la vida (guitare à 4 ou 5 cordes) ou le luth guitarra. Ses rythmes sont binaires, le sentiment de fatalité à l’écoute du Fado provient peut-être de son mode mineur, qui est le plus couramment utilisé. Le Fado est une musique urbaine, qui respire la vie nocturne, la solitude des capitales. 1925 c’est le temps de créativité le plus intense à Lisbonne. Les chanteurs et chanteuses de Fado, des stars comme Maria Alice, Maria Silva, ou Alberto Riveiro, Alfredo Rodrigo Duarte, sont d’ailleurs tous présents sur la réédition. Ce coffret 2 cd contient des enregistrements historiques, de la période 1926-1931, entre Lisbonne et Coimbra, deux villes, deux modes d’interprétations, le tout avec 36 titres pour une émotion à fleur de peau. Les compositions sont soit chantées ou instrumentales, de toute façon elles sont la plupart du temps bien courtes (moins de 2mn 30). Le Fado possède des origines anciennes, peut-être a-t-il influencé d’autres pays que le Portugal, comme le Cap Vert et ses Mornas ou encore le Pérou et ses Valses de l’époque ? Quoi qu’il en soit, l’idée qu’un mystérieux cavalier va surgir et nous sauver comme le seul Zorro pourrait le faire n’est guère lointaine à l’écoute de ce spleen historique ! Hilda – WORLD MAG
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Le fado dans tous ses états! Du plus rustique, avec de guillerettes guitares (Lisboa-Coimbra), au plus urbain, porté par des arrangements modernisants qui intègrent les cuivres (Fado). Entre les deux, des voix de femmes. Celles, gaies et primesautières, ou âpres et vindicatives, des chanteuses de saudade, enregistrées avant 1945, avec des clins d’œil à l’Espagne ancienne ou au tango argentin (As senhoras do fado). Celle d’Amalia Rodriguez enfin, la grande dame du fado, en une compilation d’enregistrements des années 50, époque où hélas elle se lassait tenter par les grands orchestres. Pour pimenter ce parcours dans des musiques qui, selon Fernando Pessoa, disent la « lassitude d’une âme intense ».   Eliane AZOULAY - TÉLÉRAMA
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Joué par les mauvais garçons et des filles de petite vertu, le fado suit le tracé de la nostalgie humaine. Dans la tragédie antique d’un destin fatal, il rebondit ainsi des rives du Mississippi (blues) aux goualantes de Damia. Car, bien davantage qu’à travers une exposition universelle, le Portugal existe par cette musique d’appel du large et d’incitation à la mélancolie. Qu’on lui attribue des origines maritimes, mauresques ou brésiliennes, le fado conte la sempiternelle romance impossible entre aristocrates s’encanaillant dans les quartier chauds et gitanes à la sensualité exubérante. Qu’on tente la césure entre une Lisbonne populaire, périlleuse dans ses tentations érotiques, et le centre universitaire de Coimbra, générateur de formes musicales plus élégantes, le fado chante toujours la prééminence des femmes et d’un dieu, aussi nécessaires que méprisés. Qu’on tente, enfin, d’en définir les contours techniques, et on l’asséchera. Joué sur les quatre ou cinq cordes de la viola et sur la guitarra, luth à fond plat, la musique, binaire, est simple comme un sentiment vital. Les paramètres – mode majeur ou mineur, duo ou voix féminine – disent peu de l’expressionnisme et de la puissance extrême du chant. Cette compilation fait donc resurgir les ombres d’un univers bouillonnant, où terrasses de cafés, cinémas et restaurants offraient pléthore de talents divers : la somptuosité d’une Maria Silva, déterminée comme toute femme en colère, la virtuosité de Salvador Freire ou de Manuel de Lancastre, sautillant par mesures et codas, le spleen irrépressible de João Do Carmo disent le fado dans toutes ses facettes, comme un kaléidoscope du cœur lusitanien.Le coffret précise encore les différents aspects de cette musique jouée par des charpentiers, cordonniers, ou étudiants, qui rendaient la nuit plus intense. On se souvient alors du vers du marin immobile, et poète, Fernando Pessoa : « Je n’évolue pas, je voyage. » Et on comprend mieux le sillon tracé d’Amalia Rodriguez, fille du quartier de l’Alfama, à Robert Johnson le bluesman, et Cesaria Ecora la comtesse aux pieds nus. Nuits agitées et matins de désespoir, on comprend mieux, aussi, vanité et impétuosité de l’amour.    Christian LARRÈDE – INROCKUPTIBLES
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L’esprit dolent du Fado inspire manifestement l’éditeur de cette anthologie unique en son genre, puisqu’il se justifie en ces termes : « A l’origine musique des mauvais garçons de Lisbonne puis des étudiants de Coimbra, le fado est l’expression de la saudade, ce spleen inséparable de l’âme portugaise. Ces enregistrements échelonnés entre 1927 et le milieu des années trente en restituent l’essence même. »On ne saurait mieux dire. Car pendant des décennies, le Fado s’est fait connaître dans le monde sous une forme « chanson réaliste » qui en a détourné beaucoup d’auditeurs français… « Piaf en portugais », cela pouvait nous sembler ennuyeux ! Mais depuis qu’une nouvelle génération de chanteuses s’emparent du Fado avec subtilité (Misa, Bevinda, Madredeuse), il est passionnant de redécouvrir les sources de ce genre étrange, né en même temps que le tango mais de notre côté de l’Atlantique. Et il est connu que nous mettons toujours plus de temps à découvrir ce qui nous est le plus proche.Christophe DESHOULIÈRES – COURRIER OCÉAN, MAINE LIBRE
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Le fado (du latin fatum, le destin), est surtout associé en France, de nos jours, à Amalia Rodriguez. L’origine du fado, joué ou chanté, est très incertaine, mais dès les années 20, prostituées, matelots, miséreux… ont commencé à se produire dans les bars de Lisbonne ou de Coimbra. Ce sont ces enregistrements très représentatifs et devenus historiques que le label Frémeaux & Associés nous propose ici, retraçant une époque, « bouillonnante de créativité et de vie nocturne passionnée ». Indispensable.Léonie LABALETTE – ÉCOUTER VOIR
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La voici cette anthologie de fado qu’on était en droit d’attendre de la part d’un éditeur français. Voici, en un double CD formule Frémeaux, les débuts enregistrés de ce chant et de cette musique que le Portugal tente tant bien que mal de continuer à exploiter en lui attribuant un cachet indélébile marqué du saut de la saudade, cette mélancolie typique de l’âme lusitanienne. Cette musique née dans les villes, à Lisbonne d’abord, puis à Coimbra, a eu ses heures de gloire – entendez par là ses meilleurs moments où l’expression du fado correspondait à un contexte social. On le chantait dans les cafés, dans les brasseries, il est né sur les lèvres des prostituées et des classes désoeuvrées. Le fado est une plainte, un chant de douleur, d’émotion, de résignation. Petit à petit, il se fera roi de la vie nocturne, rebondissant de créateur en créateur, de chanteuse en chanteuse. A Coimbra, plus proche de l’université, il sera plus intellectuel. L’avantage de ce coffret, outre son livret clair et détaillé, est de nous emmener au cœur des premiers enregistrements réalisés par Columbia, HMV, Odeon, Polydor, Parlophone, Brunswick, etc, et de nous y balader avec forces détails, à la découverte de voix parois très connues comme Maria Silva, Maria Alice, Maria do Carmo ou José Porfirio. La viola, cette magnifique guitare portugaise, aux cordes groupées comme celles d’un cistre, est très présente également et l’on découvre, notamment, Artur Paredes, membre d’une célèbre famille de guitaristes et père du désormais très connu Carlos Paredes.Cette anthologie variée, bien équilibrée, est un point de départ idéal pour écouter le fado et ce qu’il fut à cette époque importante. Les plus grands noms qui suivront immédiatement dans les années 30 et 40 en seront d’autant plus facilement reconnaissable et appréciable et viendront assez naturellement compléter le discothèque de celui qui aura apprécié la simplicité et la franchise de ce fado de début de siècle qui ne sentait par encore l’exploitation outrancière d’un style larmoyant.Étienne BOURS – RÉPERTOIRE
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Liste des titres
  • Piste
    Titre
    Artiste principal
    Auteur
    Durée
    Enregistré en
  • 1
    VARIACOES EM FA MAJOR
    MANUEL DE LANCASTRE
    CARLOS DE MAIA
    00:03:09
    1926
  • 2
    FADO EM MENOR VARIACOES
    S FREIRE
    SALVADOR
    00:02:46
    1926
  • 3
    VARIACOES SOBRE O FADO
    ANTONIO MARTINS
    ANTONIO MARTINS
    00:02:55
    1926
  • 4
    OLARILOLELA
    MARIA MELIA ET CARDOSO PESSOA
    TRADITIONNEL
    00:03:20
    1929
  • 5
    FADO CANCAO LAGARTO
    SALVADOR FREIRE
    TRADITIONNEL
    00:02:44
    1929
  • 6
    FADO ROBLES
    JOSE JOAQUIM CAVALHEIRO
    TRADITIONNEL
    00:03:05
    1929
  • 7
    FADO DO CAROTO DOS JOR
    ESTEVAO DA SILVA AMARANTE
    TRADITIONNEL
    00:02:31
    1929
  • 8
    TODAS ASSIM
    JOAQUIM PIMENTEL
    LUIZ RIBEIRO
    00:02:46
    1930
  • 9
    VARIACOES SOBRE O FADO
    RICO ET ALEX
    TRADITIONNEL
    00:02:43
    1929
  • 10
    QUE PENA FADO
    MARIA DO CARMO
    TRADITIONNEL
    00:03:14
    1928
  • 11
    FADO DO PARAIZO
    ALBERTO XAVIER PINTO
    FADO DA OUVIDA
    00:03:07
    1929
  • 12
    FADO FADISTA
    MARIA SILVA
    MARIA SINHA
    00:02:53
    1927
  • 13
    MINHA MAE FADO
    ALICE MARIA
    00:03:09
    1930
  • 14
    FADO CORRIDO (VARIACOES)
    S FREIRE
    TRADITIONNEL
    00:03:02
    1926
  • 15
    MALMEQUER PEQUENINO (FADO)
    JOAO DO CARMO
    JOAO NORONHA
    00:02:53
    1930
  • 16
    MINHA SINA (FADO)
    FERNANDA BATISTA
    LUCIANO MARQUES
    00:03:03
    1928
  • 17
    FADO FOGUETE DE LAGRIMAS
    ANTONIO MARTINS
    ALVES COELHO
    00:02:50
    1931
  • 18
    CANINHA VERDE
    RICO ET ALEX
    TRADITIONNEL
    00:02:28
    1929
  • Piste
    Titre
    Artiste principal
    Auteur
    Durée
    Enregistré en
  • 1
    FADO ANITA
    ADELINA FERNANDES
    ALVES COELHO
    00:02:59
    1928
  • 2
    COIMBRA
    ALBERTO RIVEIRO
    JOSE GALHARDO
    00:03:03
    1930
  • 3
    FADO DO MELANCIA
    HERMINIA SILVA
    JOSE GALHARDO
    00:02:34
    1928
  • 4
    O DIA EM QUE EU NASCI (FADO)
    HERMINIA SILVA
    JOSE GALHARDO
    00:03:04
    1931
  • 5
    FADO DOS PASARINHOS
    LUCAS JUNOT
    ANTONIO MENANO
    00:02:39
    1928
  • 6
    SAUDADINHA
    EDMUNDO DE BETTENCOURT
    TRADITIONNEL
    00:02:50
    1929
  • 7
    VARIACOES EM RE MENOR
    ARTUR PAREDES
    TRADITIONNEL
    00:02:58
    1927
  • 8
    BAILADOS DO MINHO
    ARTUR PAREDES
    TRADITIONNEL
    00:02:35
    1927
  • 9
    FADO DE SE VELHA
    JOSE PAREDELA D OLIVEIRA
    TRADITIONNEL
    00:03:29
    1927
  • 10
    RAMALDEIRA
    JOSE JOAQUIM CAVALHEIRO
    TRADITIONNEL
    00:03:00
    1929
  • 11
    FADO MAIOR
    JOSE JOAQUIM CAVALHEIRO
    TRADITIONNEL
    00:03:02
    1931
  • 12
    OLHOS FATAIS
    ALFREDO DUARTE
    TRADITIONNEL
    00:03:17
    1928
  • 13
    CABELO BRANCO
    ALFREDO DUARTE
    00:03:07
    1931
  • 14
    QUEM MAIS JURA
    MADALENA DE MELO
    TRADITIONNEL
    00:02:51
    1926
  • 15
    CONSAGRACAO AO FADO
    JOSE PORFIRIO
    TRADITIONNEL
    00:02:41
    1930
  • 16
    CIGANITA
    ARMANDINHO FREIRE
    TRADITIONNEL
    00:02:45
    1930
  • 17
    FADO FRANKELIN
    MARIA EMILIA FERREIRA
    TRADITIONNEL
    00:03:00
    1929
  • 18
    O MEU PORTUGAL
    VITORIA VITORIA
    TRADITIONNEL
    00:02:55
    1929
Livret

FADO 1926-1931 FA 153

FADO 
1926-1931   
LISBOA-COIMBRA

Le fado, musique de la nuit, tire son nom du latin fatum, le destin. Cette musique urbaine jouée dans les bars de Lisbonne ou, sous une forme plus policée à Coimbra, a des origines incertaines. Une origine très ancienne lui est parfois attribué. Il serait en relation avec le plang, un genre de chansons élégiaques dont deux formes sont mentionnées dans un traité poétique du XIVe siècle, inclus dans le «Cancioneiro» de la Biblio­thèque Nationale du Portugal. La pre­mière forme, cantiga de amigo, est un chant de femme, comme c’est le cas la plupart du temps, à Lisbonne. La seconde forme, cantiga de amor, est un chant d’homme, comme c’est le cas à Coimbra.C’est cependant sous le règne de Dom João VI (1816-1826) que le fado commence à se faire connaître.Certains, comme Pinto de Carvalho qui évoque à son propos les chansons nostalgiques des matelots portugais, voient son origine dans un style de chansons de marins pratiqué au XIXe siècle à Lisbonne, dans le quartier de l’Alfama, qui devait voir naître plus tard celle qui est devenue le symbole de cette musique, Amàlia Rodrigues. D’autres auteurs, comme Braga, lui attribuent des origines mauresques, alors que Luís Moita ou Alberto Pimentel y voient des origines sub-sahariennes. Enfin, un livre récent (José Ramos Tinhorão, «Fado. Dança do Brasil, cantar de Lisboa. O fim de um mito», Caminho da música, Lisbonne, 1994) a fait sensation en attribuant au genre des origines brésiliennes. Une danse appelée fado se pratiquait à Rio de Janeiro à la fin du XVIIIe siècle. Elle était accompagnée par une guitare et un chœur.L’écrivain Padre Rabecão donne une description de l’un des fadistas de Lisbonne, qui rappelle le portrait des apaches tels que les voyaient les romanciers populaires français du XIXe siècle : «un jeune homme de dix-neuf ou vingt ans, portant une veste courte, un chapeau sur le côté, une cein­ture de soie roulée à la manière d’un fa­dista, des pantalons de coton boueux, fumant son cigare à cinq réis.»
Vers 1830, apparut la première chanteuse de fado, Maria Severa, une prostituée vivant dans l’un des quartiers pauvres de la ville, Mouraria. Les amours orageuses de la chanteuse gitane avec le comte de Vimioso, un aristocrate excentrique, version portugaise de Milord l’Arsouille, défrayèrent la chronique de la bonne société de Lisbonne. Nous ne connaîtrons jamais la voix de la belle hétaïre (qui s’accompagnait elle-même à la guitare), puisque les premiers enregistrements représentatifs du fado ne virent le jour que dans les années vingt. Cette histoire romantique inspira cependant l’imagination lusitanienne, puisque le premier film parlant du Portugal «A Severa», réalisé par José Leitào de Barros, fut consacré à cette aventure amoureuse. L’actrice principale était Dina Teresa et les fados étaient interprétés par Mariana Alves et Paradela d’Oliveira. Les enregistrements eurent lieu en France, aux studios d’Épinay, et René Clair participa au scénario avec J. H. Brunius et Leitào de Barros, en adaptant un roman populaire de Julio Dantas.Lié à la fameuse saudade, ce spleen typique de l’âme lusitanienne, le fado, selon le grand écrivain Fernando Pessoa, n’est «...ni gai ni triste. Il se situe entre les deux. Il a créé l’âme portugaise qui n’existait pas et qui lorsqu’elle désirait tout n’était pas capable de désirer. Le fado est la lassitude d’une âme intense, l’air de mépris avec lequel le Portugal considérait le Dieu en lequel il avait eu confiance mais qui l’avait abandonné. Dans le fado les dieux reviennent, sanctifiés et lointains.»Le fado a une forme strophique, qui utilise le mode majeur comme le mode mineur. Ses instruments de prédilection sont la viola, une guitare à quatre ou cinq cordes, et la guitarra, un luth à fond plat proche d’autres instruments européens, tels un cistre anglais, le cittern ou English guitar, ou un instrument espagnol, la bandurria. Le premier luthier connu de guitarras fut Joaqim José Galrão (1760-1787) qui fabriqua des instruments à cinq puis à six chœurs de cordes.
La viola joue les harmonies et les lignes de basses, alors que la guitarra improvise des contre-champs à la voix. Les rythmes sont le plus souvent binaires.Quand on le chante sans variations ni modulations, le fado est appelé populairement fado corrido, alors que s’il est en mode mineur et qu’il exprime un sen­timent de fatalité, on l’appelle chora­dinho.Le premier ouvrage sur le fado, «História del Fado” de Pinto de Carvalho (Tinop), parut en 1903, suivi un an plus tard de «A triste Canção do Sul» d’Alberto Pimentel. Il fallut attendre 1936 pour la parution du troisième ouvrage important, «O Fado / Canção dos Vencidos», écrit par Luís Moita. On peut également consulter avec profit deux ouvrages récents, «Lisboa, O Fado e os Fadistas», éd. Vega, Lisbonne, 1992, d’Eduardo Sucena (ouvrage qui traite aussi, comme son titre ne l’indique pas, de l’école de Coimbra) et un ouvrage collectif, «Fado,Vozes e Sombras», Museu Nacional de Etnologia, Lisbonne, 1994.Ce furent les agents du bureau parisien de Gramophone qui commencèrent à mettre en œuvre une compagnie d’enregistrements, en 1925. Ils arrivaient au milieu d’une Lisbonne à l’activité incessante, où l’on pouvait entendre une pléiade de chanteuses et de chanteurs de fado dans une multitude de cafés, comme le Café dos Anjos, le café Luso (où se produisait un Alberto Riveiro, fraîchement arrivé de Porto), le Café Ginásio, le Café Restaurante do Coliseu, le Café Rialto ou le Café Portugal, à moins de préférer d’autres endroits comme l’Olímpia Club, le Salão Foz, l’Invicta Bar, ou le Salão Jansen, sans oublier les brasseries et les salles de cinéma.
Des grandes rencontres comme la «Grandiosa Festa do Fado», organisée en l’honneur du poète populaire João do Mata, qui se déroula au Salão Jansen le 7 février 1931, attiraient un public nombreux alléché par un plateau étincelant au sein duquel se produisaient notamment Maria Alice, Maria do Carmo, Maria Emília Ferreira et Hermínia Silva. L’année suivante, le 13 mars 1932, c’était au tour du «Centro Escolar Republicano Dr. Magalhões Lima» d’organiser une nouvelle «Grandiosa Festa», cette fois en hommage au rédacteur en chef de la revue «Guitarra de Portugal», João Oliveira Vidal. Parmi les artistes présents, on put entendre Maria Alice, Maria do Carmo et Maria Emìlia Ferreira ainsi que Joaqim Pimentel et José Porfirio.C’est cette époque bouillonnante de créativité et de vie nocturne passionnée, que tente de faire revivre ce coffret d’enregistrements devenus historiques.
Les artistes
Maria Alice (CD 1, plage 13), de son vrai nom Glória Mendes Leal Carvalho, est née à Figueira da Foz le premier septembre 1904. Arrivée à Lisbonne à trois ans, elle épouse à seize ans un avocat, dont elle divorce six ans plus tard. Sa carrière professionnelle commence comme choriste dans la revue «Màgica do Bolo-Rei» à l’«Eden Teatro». Elle participe ensuite à plusieurs opérettes dont la fameuse «História do Fado», en 1931. Elle part ensuite pour le Brésil avec la «Companhia» de José Loureiro et gagne alors le titre de meilleure chanteuse, à Rio de Janeiro, avec 21597 votes!
Estevão da Silva Amarante (CD 1, plage 7) est né le 9 janvier 1889 à Lisbonne. Acteur de théâtre, il commence à chanter dans des sociétés d’amateurs et des théâtres populaires un répertoire de chansonnettes parmi lesquelles «Toma là Cerejas» lui vaut un grand succès. Il incorpore des fados dans ses revues comme «Água-Pé» (1927) ou «Tremoço Saloio» (1929). Il présente des centaines d’œuvres de toutes sortes à la tête de sa compagnie Satanella-Amarante avant de partir au Brésil, pour revenir au Portugal en 1934.
Fernanda Baptista (CD 1, plage 16) chante dans la revue «Banhos de Sol» en 1945.
Edmundo Bettencourt (CD 2, plage 6) est né à Funchal en 1899. Arrivé à Lisbonne, il fréquente la Faculté de Droit, avant de se rendre à Coimbra où il devient un interprète renommé du Fado-Serenata. Il fait également partie d’un mouvement littéraire et publie dans la revue «Prença» des poèmes en compagnie d’autres membres du groupe comme José Régio, João Gaspar Simões, Miguel Torga, Branquinho da Fonseca, Adolfo Casais Monteiro ou Alberto Serpa. Dans son chant, il a su créer un style personnel, loin de l’expressionnisme des fadistas de Lisbonne.
Maria do Carmo (CD 1, plage 10) commençe à chanter dès l’âge de onze ans. Fille de paysans de Moura, elle arrive à Lisbonne à l’âge de trois ans. Elle gardera tout au long de sa carrière sa première profession de couturière. Sa voix ardente fait merveille dans l’opérette «História do Fado», donnée en 1931 au «Teatro Maria Vitória». Surnommée «Alta» en raison de sa grande taille, elle effectue plusieurs tournées en Espagne et au Brésil.
Alfredo Rodrigo Duarte (CD 2, plage 12), roi incontesté du fado, est né à Lisbonne le 25 février 1891. Dès l’âge de treize ans, il commence à travailler comme charpentier. Son physique gracile lui permet ensuite de jouer des rôles travestis dans des films muets, la morale de l’époque ne permettant pas aux actrices de se produire dans des films. Il joue ainsi la fiancée du Duc de Guise dans le film éponyme. C’est vers 1906 que sa vocation de fadista s’éveille, guidée par son oncle maternel, José Coelho, qui lui apprend le chant et la guitarra. Il commence alors à chanter dans des cabarets, parfois accompagné par un pianiste. Il lance ensuite la mode de chanter à la lueur de chandelles au «Chiado-Terrasse», créant de la sorte une atmosphère de recueillement. Il grave son premier disque en 1930. En 1948, sa prestation au «Café Luso» le consacre «Roi du fado» et marque le couronnement de sa carrière.
Maria Emília Ferreira (CD 2, plage 17) commençe à chanter le fado en 1912. En 1927, devenue professionnelle, elle reste au Portugal alors que c’est la grande mode de partir au Brésil. L’âcreté faubourienne de sa voix (dans le même style que celui de Maria Silva) en fait l’une des artistes les plus aimées par le public.
Salvador Freire (CD 1, plages 2 & 14) est un joueur de guitarra de l’école d’Armandinho. Il grave quelques faces en 1916, avant d’aller se fixer à Luanda, en Angola.
Lucas Rodrigues Junot (CD 2, plage 5), surnommé le «Rossignol de Mondego», est né à Santos, au Brésil, de parents portugais, le 20 janvier 1902. Il arrive en 1914 à Coimbra, où il apprend le chant et la musique. Il se positionne vite en tant que successeur d’António Menano, grâce à la douceur de sa voix. Il débute en chantant des romances, en s’accompagnant à la guitarra dans les rues de Coimbra, jusqu’à ce que son enregistrement du «Fado dos Pasarinhos» (CD 2, plage 5) d’António Menano, enregistré à Londres pour la compagnie Columbia Gramo­phone, le rende célèbre. Plus tard, il part faire un bref séjour à Luanda, comme fonctionnaire de la «Banco de Angola», avant de rejoindre son Brésil natal, où il décède le 29 août 1968. Il fut, sans conteste, la plus grande étoile du fado de la Coimbra de son époque.
Artur Paredes (CD 2, plages 7 & 8) est né à Coimbra le 10 mai 1899. Étudiant dans un établissement privé, il fait partie de l’»Orfão Acadé­mico», sans être jamais passé par l’université. Son père, Gonçalo Paredes, et son oncle, Manuel Paredes, étaient deux joueurs de guitarra renommés. Jusqu’en 1935, il travaille à la «Banco National Ultramarino», tout en gardant des relations avec le milieu académique. C’est alors qu’il se fixe à Lisbonne, pour accompagner des chanteurs renommés comme Antònio Menano, Agostinho Fontes, Armando Goes et Edmundo Bettencourt. Sa série de soli instrumentaux appelée «Variações» devait ouvrir à la guitarra des horizons insoupçonnés. Il est également le père de l’excellent Carlos Paredes qui a repris le flambeau familial et élargit actuellement à son tour les limites de la guitarra.
Joaqim Pimentel (CD 1, plage 8) est né à Porto, où il fait ses débuts de chanteur amateur. Il part ensuite à Lisbonne pour être footballeur dans le «Club Os Belenenses», avant de se produire au «Retiro de Severa» en 1933, où sa voix l’impose au premier rang des chanteurs. Il part ensuite en 1934 pour une grande tournée au Brésil où il se fixe définitivement en 1947, à São Paulo.
José Porfirio (CD 2, plage 15) est né à Lisbonne. Cordonnier, puis chauffeur, il chante en amateur au «Centro Escolar Republicano Fernão Boro Machado». Il passe ensuite à la «Cervejeria Boémia» et à la «Rosa Branca». Son frère, Ricardo Porfirio devient lui-même professionnel en 1929.
Hermínia Silva (CD 2, plages 3 & 4) se fait connaître dans la revue «Zé dos Pacatos», en 1934. Après de nombreuses tournées au Brésil, aux États-Unis et au Canada, elle fait une de ses dernières apparitions publiques en 1981, pour la colonie portugaise de Paris.
Maria Silva (CD 1, plage 12) signe son premier contrat d’exclusivité dès 1927. Sa voix puissante, poignante et d’un expressionnisme débridé, est typique des débuts du genre.
Henri Lecomte
© FRÉMEAUX & ASSOCIÉS SA, 1998.
CD réalisé à partir des collections de Robert Crumb, Maurice Desrame et Dominique Cravic.          
Remerciements à Elisio Perreira.

english notes
The word, fado, is derived from the Latin, fatum, meaning destiny.  It is uncertain as to the exact origin of this urbane night music which is played in the bars in Lisbon, and in a more civilised style in Coimbra.Some believe it to have ancient roots, taken from plang, elegiac songs, two forms of which were mentioned in a fourteenth century document in the “Cancioneiro” of Portugal’s National Library.  The first form, named the cantiga de amigo is a song for women, as were the majority in Lisbon at that time, and the second, the cantiga de amor is one for men, as is the case in Coimbra.It was, however, during the reign of Dom Joao VI (1816-1826) that fado gained recognition.Amongst others, Pinto de Carvalho, who evokes the nostalgic airs sung by the Portuguese sailors, reckons that it originates from the XIXth century style of seamen songs as were heard in the Alfama district of Lisbon, where the symbol of fado, Amàlia Rodrigues, was to be born.  Others, such as Braga, insist on its Moorish origins, whereas Luis Moita and Alberto Pimentel believe that its provenance is sub-Saharan.  Finally, a book (José Romos Tinhorão, “Fado, Dança do Brasil, cantar de Lisboa.  O fim de um mito”, Caminho da musica, Lisbon, 1994) recently caused a sensation by stating that its true source is Brazil.  At the end of the XVIIIth century, a dance called the fado existed, which was accompanied by a guitar and a chorus.
The writer, Padre Rabecao, describes one of the Lisbon fadistas, reminiscent of the apaches, Parisian street ruffians as depicted in popular French novels in the 19th century, as “a young man of nineteen or twenty, wearing a short jacket, a hat tilted to one side, a belt made of rolled silk in the fadista style, muddy cotton trousers, smoking a cheap cigar”.Around 1830, the first female fado singer appeared, Maria Severa, a prostitute who lived in a poor district of Mouraria.  Her stormy love affair with the Count of Vimioso, an eccentric aristocrat was soon the talking point of the whole of Lisbon’s high society.  Unfortunately, we will never hear her voice or strumming (she also played the guitar), as the first recordings made of fado were later, in the twenties.  Notwithstanding, this romantic story stirred the imagination of the Lusitanians, as Portugal’s first talking movie, “A Severa”, directed by José Leitào de Barros, was dedicated to this adventure.  The leading actress was Dina Teresa and the fados were interpreted by Mariana Alves and Paradela d’Oliveira.  The recordings took place in the Epinay studios in France, and René Clair participated in the scenario along with J.H. Brunius and Leitào de Barros - an adaptation of a novel by Julio Dantas.According to the famous writer, Fernando Pessoa, fado is “neither happy, nor sad.  It is somewhere between the two.  It created the Portuguese spirit which didn’t exist before, and which wanted everything and yet wasn’t really capable of desiring.  Fado shows the lassitude of an intense soul, and Portugal’s contempt for God, in whom they had trusted but had been abandoned. 
In fado, the gods return, sanctified and distant”.  Fado has a stanza’d form and uses major and minor keys.  The most commonly used instruments are the viola, a four or five-stringed guitar, and the guitarra, a flat-backed lute which resembles certain other European instruments, such as the cittern, or English guitar and the Spanish bandurria.  The first known player of the guitarras was Joaqim José Galrao (1760-1787).  The viola plays the harmony and the bass lines whereas the guitarra provides the counter-melody.  The rhythm usually follows the binary number system.When fado is sung without variations or modulations, it is commonly known as fado corrido, and when it is in a minor key and expresses misfortune it is called choradinho.The first book dedicated to fado was “História del Fado” by Pinto de Carvalho (Tinop), published in 1903.  A year later it was followed by “A triste Canção do Sul” by Alberto Pimentel.  The following book of importance came out in 1936 - “O Fado/Canção dos Vencidos” written by Luis Moita.  Two recent works are also of interest, “Lisboa, O Fado e os Fadistas” (Vega, Lisbon, 1992) by Eduardo Sucena, and “Fado, Vozes e Sombras”, Museu Nacional de Etnologia, Lisbon, 1994.
In 1925, the Parisian branch of Gramophone decided to start recording fado.  The team arrived in Lisbon to find a bustling city where a pleiad of fado singers could be heard in cafés including the Café dos Anjos, Café Luso (where Alberto Riviero performed, having just arrived from Oporto), Café Ginásio, Café Restaurante do Coliseu, Café Rialto and Café Portugal as well as in other venues such as the Olímpia Club, the Salão Foz, the Invicta Bar and the Salão Jansen, not forgetting the restaurants and cinemas. Concerts were organised where artists got together, such as the “Grandiosa Festa do Fado”, held in honour of the popular poet João do Mata and which took place in the Salão Jansen on 7th February 1931, attracting crowds to see performers including Maria Alice, Maria do Carmo, Maria Emília Ferreira and Hermínia Silva.  The following year, on 13th March 1932, saw another “Grandiosa Festa” this time organised by the “Centro Escolar Republicano Dr. Magalhões Lima” , paying tribute to the editor of the magazine “Guitarra de Portugal” João Oliveira Vidal.  On this occasion Maria Alice, Maria do Carmo, Maria Emília Ferreira, Joaqim Pimentel and José Porfirio could be heard.The present collection of recordings which have gone down in history will give you a taste of this effervescent era of creativity and night-life.
Adapted by Laure WRIGHT from the French text of Henri Lecomte
© FRÉMEAUX & ASSOCIÉS SA, 1998
The Artists
Maria Alice (CD 1, track 13) was born under her true name, Glória Mendes Leal Carvalho in Figueira da Foz on 1st September 1904.  She first arrived in Lisbon at the age of three, then married a lawyer when sixteen, who she was to divorce six years later.  Her career began as a chorus singer in the revue, “Màgica do Bolo-Rei” in the Eden Teatro.  She consequently participated in several operettas including the famous “História do Fado” in 1931.  She then left for Brazil with José Loureiro’s “Companhia” where she was awarded the title of best female singer in Rio de Janeiro, obtaining 21597 votes!
Estevão da Silva Amarante (CD 1, track 7) was born on 9th January 1889 in Lisbon.  He became a theatrical actor, and began singing in amateur groups and popular theatres, using a repertory of ditties, including the successful “Toma là Cerejas”.  He included some fados in his shows, such as “Água-Pé” (1927) and “Tremoço Saloio” (1929).  He interpreted hundreds of works at the head of his company, the Satanella-Amarante, before leaving for Brazil.  He returned to Portugal in 1934.
Fernanda Baptista (CD 1, track 16) sang in the show entitled “Banhos de Sol” in 1945.
Edmundo Bettencourt (CD 2, track 6) was born in Funchal in 1899.  Upon his arrival in Lisbon, he was a law student before going to Coimbra where he became a renowned interpreter of the Fado-Serenata.  He also belonged to a literary movement, and published poems in the revue “Prença” with other members of the group such as José Régio, João Gaspar, Simões, Miguel Torga, Branquinho da Fonseca, Adolfo Casais Monteiro and Alberto Serpa.  His singing was personalised by his individual style, which was far from the expressionism of the Lisbon fadistas.
Maria do Carmo (CD 1, track 10) began singing at the age of eleven.  She was the daughter of farm labourers in Moura, and arrived in Lisbon at the age of three.  Throughout her career, she never renounced her first trade, that of a seamstress.  Her ardent voice was perfect in the operetta, “História do Fado”, performed in 1931 in the “Teatro Maria Vitoria”.  With the nick-name of “Alta” (due to her height), she toured Spain and Brazil on several occasions.
Alfredo Rodrigo Duarte (CD 2, track 12) who was undeniably the king of fado, was born in Lisbon on 25th February 1891.  At the age of thirteen he began working as a carpenter.  Due to his slender physique, he often played travestied roles in silent movies, as actresses were not allowed to perform in films in those days.  He thus played the part of the fiancée of the Duke of Guise in the eponymous film.  Around 1906 he began to pursue his vocation as a fadista, guided by his uncle, José Coelho, who taught him how to sing and play the guitarra.  He then started singing in cabarets, sometimes accompanied by a pianist.  After “Chiado-Terrasse” with its contemplative atmosphere, singing by candle-light was made fashionable.  His first record was cut in 1930.  His career was at its zenith in 1948, following his performance in “Café Luso” making him the king of fado.
Maria Emília Ferreira (CD 2, track 17) began singing fado in 1912.  In 1927 she turned professional but remained in Portugal, instead of following the fashion of leaving for Brazil.  Her voice had a suburban pungency (rather in the same style as that of Maria Silva), making her one of the most popular singers.
Salvador Freire (CD 1, tracks 2 & 14) was a guitarra player of the Armandinho school.  He cut several sides in 1916 before moving to Luanda, Angola.
Lucas Rodrigues Junot (CD 2, track 5), nicknamed the “Nightingale of Mondego” was born in Santos, Brazil, of Portuguese parents on 20th January 1902.  He arrived in Coimbra in 1914, where he learnt music and singing.  The softness of his voice rapidly ranked him as successor to António Menano.  He began by singing sentimental songs, accompanied by his guitarra in the streets of Coimbra until the recording of António Menano’s “Fado dos Pasarinhos” in London, for the Columbia Gramophone label, which made him famous.  Later, he left for Luanda where he worked in the “Banco de Angola” before going back to his home country, Brazil, where he died on 29th August 1968.  He was, without a doubt, Coimbra’s greatest fado artist of his time.
Artur Paredes (CD 2, tracks 7 & 8) was born in Coimbra on 10th May 1899.  He was a student in a private establishment, and belonged to the “Orfão Académico” without ever having been to university.  His father, Gonçalo Paredes and his uncle, Manuel Paredes, were two famous guitarra players.  Until 1935, he worked in the “Banco National Ultramarino” still maintaining contact with the academic world.  He then moved to Lisbon where he accompanied well-known singers including António Menano, Agostinho Fontes, Armando Goes and Edmundo Bettencourt.  His instrumental solos, under the name of “Varioções” were to open new horizons for the guitarra.  His son, the excellent Carlos Paredes, has followed the family footsteps, and, in turn, is extending the limits of the guitarra.
Joaqim Pimentel (CD 1, track 8) was born in Oporto, where he started out as a singer-come-animator.  He then left for Lisbon where he became a football player for the “Club Os Belenenses” before appearing in “Retiro de Severa” in 1933, where the quality of his voice ranked him amongst the top singers.  In 1934 he toured Brazil, and took permanent residence in São Paulo in 1947.
José Porfirio (CD 2, track 15) was born in Lisbon.  He worked as a shoe-maker, then a chauffeur before becoming an amateur singer in “Centro Escolar Republicano Fernão Boro Machado”.  He then went onto the “Cervejeria Boémia” and the “Rosa Branca”.  His brother, Ricardo Porfirio turned professional in 1929.
Hermínia Silva (CD 2, tracks 3 & 4) was first recognised in the revue ,“Zé dos Pacatos” in 1934.  After many tours in Brazil, the United States and Canada, she made one of her last public performances in 1981 for the Portuguese colony in Paris.
Maria Silva (CD 1, track 12) signed her first exclusive contract in 1927.  She is characterised by her powerful and poignant voice and unbridled expressionism.
CD 1
1. VARIAÇOES EM FÁ MAJOR (Carlos de Maia). MANUEL DE LANCASTRE, guitarra, acc. viola. Columbia (U. K.) ML 181 (CP 851-1)          3’06”
2. FADO EM RÉ MENOR VARIAÇOES (Salvador. Freire). SALVADOR FREIRE & GEORGINO DE SOUZA, solo de guitarra portuguesa, acc. de viola. Columbia (U. K.) J 624 (P 34)          2’43”
3. VARIAÇOES SOBRE O FADO (Antonio Martins). ANTONIO MARTINS, solo de ocarina. Columbia (USA) 1058-X (P 259)         2’52”
4. OLARILOLELA. MARIA MÉLIA & CARDOSO PESSOA, acc. guitarras & viola. Brunswick (France) A 8023 (1690 BF) 1929     3’17”
5. FADO CANÇAO «LAGARTO». SALVADOR FREIRE et choeur. Columbia 1030-X (P 79)            2’41”
6. FADO ROBLES’. JOSÉ JOAQIM CAVALHEIRO, guitarra, acc. viola. HMV (U. K.) EQ 175 (7-69330)        3’02”
7. FADO DO CAROTO DOS JOR. ESTEVÃO DA SILVA AMARANTE, baryton. Columbia (USA) 1030 X (P 49)          2’28”
8. TODAS ASSIM (Luiz Ribeiro). JOAQIM PIMENTEL, acc. A. FERREIRA & A. RODRIGUES, guitarras. Odeon (Brésil) 11.335 (5243)      2’43”
9. VARIAÇOES SOBRE O FADO. RICO & ALEX, deux concertinas. Polydor (France) (1563 BF) 1929   2’41”
10. QUE PENA - FADO. MARIA DO CARMO, acc. guitarra & viola. Columbia (U. K.) DL 113 (P 718)        3’11”
11. FADO DO PARAIZO (FADO DA OUVIDA). ALBERTO XAVIER PINTO, guitarras & viola. Polydor (France) 42223 (2610-BK 1929) 3’04”
12. FADO FADISTA. MARIA SILVA (MARIA SINHA), com acc. de guitarras & viola. HMV (U. K.) EQ 252 (BG 32)          2’50”
13. MINHA MÃE - FADO (Armando Neves, Julio Proença). MARIA ALICE, guitarra & viola. Columbia (U. K.) ML 312 (CP 696)     3’07”
14. FADO CORRIDO (VARIAÇOES). SALVADOR FREIRE & GEORGINO DE SOUZA, solo de guitarra portuguesa, acc. viola. Columbia (U. K.) J 625 (P 23)          2’59”
15. MALMEQUER PEQUENINO (FADO) (João Noronha). JOÃO DO CARMO, baryton. Columbia (U. K.) J 807 ( P 117) 2’50”
16. MINHA SINA (FADO) (Luciano Marques, Carlos Neves). FERNANDA BAPTISTA, guitarra & viola. Parlophone (U. K.) PM 23 (CEF 62-3)            3’00”
17. FADO FOGUETE DE LAGRIMAS (Alves Cuelo). ANTONIO MARTINS, solo de ocarina. Columbia (USA) 1058-X (P 260)  2’47”
18. CANINHA VERDE. RICO & ALEX, deux concertinas acc. guitarra & viola. Polydor (France) P 49014 (1565 BF) 1929      2’27”         
Temps total : 52’46”
CD 2
1. FADO ANITA (Alves Coelho). ADELINA FERNANDES, soprano. Columbia J 608 (P 48) (U. K.) circa 1928.      2’56”
2. COIMBRA (Dr. José Galhardo, Raoul Ferrão) (du film CAPAS NEGRAS). ALBERTO RIVEIRO E SEU CONJUNTO COM MAESTRO FLORES. HMV (U. K.) MQ 48 (DPC 103-2)       3’00”
3. FADO DO MELANCIA (Dr. José Galhardo, Raoul Ferrão). HERMÍNIA SILVA, guitarra VICTOR RAMOS & viola ABEL NEGRÃO. Columbia (U. K.) ML 99 (CP 965-2)             2’32”
4. O DIA EM QUE EU NASCI (FADO) (Dr. José Galhardo, Raoul Ferrão). HERMÍNIA SILVA, guitarra VICTOR RAMOS viola ABEL NEGRÃO. Columbia (U. K.) ML 120 (CP 966-2) 3’01”
5. FADO DOS PASARINHOS (Dr. Antonio Menano). Dr. LUCAS JUNOT, acc. guitarra & viola. Columbia 8103 (P 191) circa 1928, Lisbonne     2’36”
6. SAUDADINHA. Dr. EDMUNDO DE BETTENCOURT, acc. guitarra & viola. Columbia BL 1005 (48677) décembre 1929, Lisbonne          2’47”
7. VARIAÇOES EM RÉ MENOR. ARTUR PAREDES, guitarra solo, acc. ALFONSO SOUZA, guitarra & G. BARBOSA, viola. HMV EQ 74 (7-69281) mai 1927, Lisbonne         2’55”
8. BAILADOS DO MINHO. ARTUR PAREDES, guitarra solo, acc. ALFONSO DE SOUZA, guitarra & G. BARBOSA, viola. HMV EQ 74 (7-69280) mai 1927, Lisbonne         2’32”
9. FADO DE SE VELHA. JOSÉ PAREDELA D’OLIVEIRA, vocal, acc. de F. MORAIS, viola & ANTONIO DIAS, guitarra. HMV EQ 86 (7-62173) mai 1927, Lisbonne          3’26”
10. RAMALDEIRA. JOSÉ JOAQIM CAVALHEIRO Jr., guitarra solo, avec J. CAMPOS, viola. Polydor P 48502 (1546 BF) fin des années vingt, Lisbonne      2’57”
11. FADO MAIOR. JOSÉ JOAQIM CAVALHEIRO Jr., guitarra solo, acc. de J. CAMPOS, viola. Polydor P 48502 (Mx 1547 BF) fin des années vingt, Lisbonne   2’59”
12. OLHOS FATAIS. ALFREDO DUARTE, vocal, acc. guitarra & viola. Columbia DL 121 (CP 817) milieu des années trente     3’14”
13. CABELO BRANCO. ALFREDO DUARTE, vocal, acc. guitarra & viola. Columbia DL 121 (CP 818) milieu des années trente   3’04”
14. QUEM MAIS JURA. MADALENA DE MELO, vocal, acc. AREMANDINHO, guitarra & G. DE SOUZA, viola. HMV EQ 195 (7-63136)     2’48”
15. CONSAGRAÇAO AO FADO. JOSÉ PORFIRIO, vocal, acc. JOSÉ MARQUES, guitarra & MARTINS D’ASSUNÇAO, viola. Columbia J 890 (43234)           2’38”
16. CIGANITA. ARMANDINHO FREIRE, guitarra solo, acc. FERNANDO REIS, viola. HMV EQ 362 (OPC 12)          2’42”
17. FADO FRANKELIN. MARIA EMÍLIA FERREIRA, vocal, acc. guitarra & viola. Columbia J 804 (26779) circa 1929, Lisbonne      2’57”
18. O MEU PORTUGAL. ERMALINDA VITORIA, vocal, acc. JOSÉ MARQUES, guitarra & MARTINS D’ASUNÇAO, viola. Columbia J 883 (43233) juin 1929, Lisbonne  2’54”         
Temps total : 52’57

CD Fado 1926 - 1931 © Frémeaux & Associés (frémeaux, frémaux, frémau, frémaud, frémault, frémo, frémont, fermeaux, fremeaux, fremaux, fremau, fremaud, fremault, fremo, fremont, CD audio, 78 tours, disques anciens, CD à acheter, écouter des vieux enregistrements, albums, rééditions, anthologies ou intégrales sont disponibles sous forme de CD et par téléchargement.)

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